sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Casamento Budista



Pedi a uma das nossas "acompanhantes" do blog, que escrevesse sobre a cerimônia de casamento budista. Essa não é a minha religião e as informações que eu tinha eram esparças, então pedi a quem entende do assunto.

Segue o texto que ela preparou para todos nós:

"Como prometido, abaixo descrevo um pouco sobre a Cerimônia de casamento no Budismo de Nitiren Daishonin, que é a minha religião.

O casamento pode ser realizado no Josho (Templo Budista para cerimônias especiais), nas demais Sede da Organização ou em outros locais da preferência dos noivos.

A cerimônia é composta da realização do Gongyo – que literalmente significa “prática assídua”– e consiste na recitação dos 2º e 16º capítulos do Sutra de Lótus, seguidos da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo – mantra que tem o significado de “Sintonizar a minha vida (Nam) com a energia cósmica universal (Myo-Ho), gerando causas e efeitos positivos (Ren-Gue) para transformar minha própria vida (Kyo).”

Segue-se, então a cerimônia do San San Kudo uma tradição milenar japonesa cujo nome significa “três-três-nove vezes”. Três taças são levadas aos noivos, uma de cada vez. Cada taça é usada três vezes: a primeira taça é usada pela noiva, depois pelo noivo, e novamente por ela, vice-versa com a segunda taça, e assim por diante.




Os noivos fazem menção de beber duas vezes, e, na terceira, tomam todo o conteúdo (geralmente se serve champanhe). Na cultura japonesa, o número 3 significa boa sorte e o número 9 a aspiração à máxima boa sorte. A primeira taça simboliza gratidão, a segunda juramento, e a terceira o desejo de prosperidade.

Nesse momento, todos, ainda que possuam outras religiões, podem dirigir sua energia ao casal, determinando a felicidade permanente e indestrutível do mesmo, e que suas vidas sejam dedicadas a conduzir toda a humanidade ao caminho da felicidade.

Após, os noivos trocam as alianças em silêncio, e os convidados os parabenizam batendo palmas. Em seguida, o brinde se repete, incluindo também os pais e padrinhos.

A cerimônia se encerra com palavras de felicitação do celebrante (escolhido pelos noivos, normalmente o celebrante já é veterano na prática budista e alguém que o casal tenha muita consideração, respeito e admiração).

Finalmente com a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo três vezes (o que nomeamos de "Daimoku Sansho").

Depois é só se divertir na festa.

Espero que tenham gostado.

É isso, se outras pessoas que tenham outras religiões puderem contribuir nos contando um pouco de como é o casamento para essas religiões seria legal !

Obrigada Talita !

Até mais,

2 comentários:

  1. eu e meu namorado nao somos butista mas a minha irma ea minha fila sao eu ja assisti a umm casamento budista e gostaria de me casar no budismo mais a minha irma diz que isso nao é possivel.
    mesmo assim gostaria de tentar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Talvez depende um pouco da escola de budismo em questão, mas na nossa escola Soto Zen, acolhemos a todos e, por isso, aceitamos oficiar casamentos também de pessoas não-budistas. Já oficiei vários assim... .

      Excluir

Deixe seu comentário em nosso blog: